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A prática da autoescuta com o “check in”


A prática da autoescuta com o “check in”

Deixa eu te perguntar uma coisa: como está você? check in
De verdade: como você está neste exato momento?

Achou esquisito eu te perguntar isso? Por quê? As pessoas não perguntam muito isso pra valer, né?
E você: no dia a dia, esquece de se perguntar como você está? Ou nem costuma perguntar isso para si mesma(o)?

Se você parar para experimentar agora mesmo, o que vem como resposta?

Você tem se perguntado: “Como estou agora?”

 

Hmmm, talvez perceba uma tendência de responder rápido: “ah, tô bem!”. Ou até… “ahhh, não muito bem”. Como se só existisse isso: bem ou não-bem. E nem vem muita ideia do que mais existe? Ou falta clareza do que está se passando dentro?

Hoje a gente quer oferecer essa prática da checagem interna e te ajudar a explorar o potencial dela. A prática do “check in”. 

Deixa explicar melhor.

Sabe quando você chega ao aeroporto para viajar e, antes de fazer qualquer coisa, passa no balcão, se apresenta, deixa as bagagens?

O “check in” que estamos propondo é mais ou menos assim também. Você se apresenta para si mesmo, larga tudo no balcão e olha. Checa. Acolhe. Observa. É um momento em que você para e se pergunta “o que está vivo em mim neste instante?”, “como eu chego aqui e agora?”

Vou te dar meu exemplo real: 

Agorinha, neste instante, estou sentindo empolgação por escrever este texto. Vejo que me dá uma sensação de alerta e de fluxo, uma energia, olhos atentos, a respiração fica até mais curta. Entusiasmo, percebo. Ao mesmo tempo, agora que estou me perguntando isso, vejo que tem um cansaço bem grande atrás disso e que eu nem estava notando… Sinto necessidade de fechar os olhos agora pra investigar mais. E percebo uma dor nas costas e nas pernas, talvez porque passei o dia quase todo sentada.

Vê? Pode dar vontade de fechar os olhos mesmo. Porque check in não é só saber o que você “pensa” ou “acha”. É acrescentar especialmente o que “sente”. É contar com a sabedoria do corpo pra ajudar na resposta.

Bom, e pra que serve isso? 

Pra estar mais presente, sair do piloto automático, perceber suas necessidades, pra se preparar para uma conversa ou para uma decisão, por exemplo. Mas você pode experimentar e checar por si mesmo o poder do “check in”. 

DICAS:

Pode ser bom começar o dia assim. Amanhã, por exemplo. 
Pode ser bom terminar a noite assim também. Hoje ainda.
Pode ser incrível começar uma conversa realmente perguntando isso. 
E escutando mesmo, enquanto faz companhia para o outro descobrir a resposta.
Pode ser muito especial fazer isso no dia a dia, para saber como as coisas que acontecem te impactam, em tempo real!

O convite hoje é você praticar o check in no dia a dia. 
Você se perguntar mais: como eu estou agora?
E experimentar escutar a resposta com curiosidade, em vez de crítica.
Praticar a simples observação do que vem, em vez do julgamento.

Que tal?