Enter your keyword

Como sair de um conflito repetitivo: passo a passo com infográfico


Como sair de um conflito repetitivo: passo a passo com infográfico

Olhando para os seus relacionamentos, você encontra algum conflito que se repete? Com um amigo, com mãe, pai, filhos, alguém no trabalho? Eu tive um que foi bem marcante. Uma amiga minha, quando ficava chateada comigo, não falava sobre o assunto, franzia a testa e emudecia. Eu cutucava: “O que está acontecendo? O que foi? Fala!” Ela ficava ainda mais quieta. Eu não sabia o que fazer, mas continuava perguntando. E ela, cada vez mais muda. 

Já deu pra perceber que, com esse termo “conflito que se repete”, eu não me refiro necessariamente a uma briga daquelas com xingamentos. Pode ser qualquer situação em que duas pessoas não estão em paz com o comportamento uma da outra e continuam usando as mesmas estratégia para lidar com a situação. Os comportamentos são iguais, as sensações são parecidas, as falas se repetem. Nada muda e ninguém está em paz com isso.

Se você reconhece isso na sua vida e quiser fazer alguma coisa para alterar essa dinâmica, eu e o Sven temos uma ideia para você. Você pode usar uma ferramenta que a gente compartilha nos cursos e estamos oferecendo aqui. É um passo a passo para você checar se você está vivendo um círculo vicioso (às vezes sem nem mesmo perceber) e, aplicando a técnica, pode ter insights sobre como sair desse conflito repetitivo.

Você pode baixar a prática e fazer passo a passo:
Baixe aqui: bit.ly/conflito-repetitivo

E, ainda, pode assistir este vídeo em que o Sven mostra como isso funciona com um exemplo dele:

Dicas e spoilers legais:

#1 Mesmo que seu caso envolva uma terceira pessoa de alguma forma, procure montar um círculo vicioso apenas com você e mais uma pessoa. Se tiver mais gente, monte outros: uma pessoa de cada vez. Se não, fica mais confuso

#2 Esta prática pode ser interessante para você exercitar olhar empaticamente para a outra pessoa. E o que seria isso? Olhar empaticamente significa, aqui, buscar compreender o outro, ainda que você não concorde com o comportamento. É tentar imaginar como ele se sente e o que realmente está buscando e desejando com este comportamento. Busque a intenção positiva desta pessoa.

#3 O que pode ser um indicador de que você resolveu o conflito? O outro precisa mudar? Não necessariamente. A ideia aqui é experimentar caminhos para que você fique em paz com a situação – e talvez você consiga ficar em paz mesmo que o outro não mude, apenas adquirindo um novo olhar para o caso. Ainda assim, se você mudar, é possível que o outro se sinta convidado a fazer ajustes no comportamento também. Mas o convite é assumir responsabilidade pela sua parte do conflito e cuidar dela. E abrir mão de mudar o outro.

#4 Se você já conhece o conceito de “necessidades” da Comunicação Não Violenta (CNV), então você pode se perguntar: quais as minhas necessidades fundamentais estou buscando atender com este comportamento? Se não conhece a CNV, eu explico rapidinho. Busque se perguntar: que qualidade é essa de que eu estou sentindo falta nesta relação, quando a pessoa faz o que faz? 

Exemplo:

Naquele meu caso com minha amiga, eu tinha necessidade de cumplicidade, de conexão, de transparência, de confiança mútua. Isso, de confiança mútua, eu percebo! E dava uma dorzinha no peito sentir que eu não tinha isso com ela, que ela não queria se abrir comigo. Mas em vez de falar disso, eu simplesmente dizia: “Conta! Desembucha! O que está acontecendo? Fala, pelo-amor-de-Deus!” E ela ficava, acredito, se sentindo sozinha, triste, sentindo falta de compreensão, de aceitação. E hoje eu vejo que eu poderia compartilhar isso com ela, mas na época eu não sabia fazer isso. Hoje você pode experimentar. 

Bora lá.

Conta pra gente?

E se tiver dúvidas ou insights, manda seus comentários pra gente no oi@dialogoscorajosos.com.br